Preço de venda dos produtos – Como calcular corretamente

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Esta é uma pergunta que muitos varejistas se fazem – Como calcular corretamente o preço de venda de uma mercadoria?

Pode estar cometendo erros aquele varejista que forma o preço baseado simplesmente no preço cobrado pela concorrência, ou estipulado pelo mercado. Precisamos observar alguns detalhes e fazer algumas contas para que possamos calcular de forma correta o preço de venda.

E neste artigo vamos falar um pouco sobre isso.

Primeiramente precisamos entender os 3 conceitos básicos que estão por traz da formação de preço de uma mercadoria, que são eles: custo, margem de lucro e valor para o cliente.

  • CUSTOS:1

Custo pode ser definido como todos os gastos que incidem sobre uma mercadoria, desde sua compra até o momento em que é levada da prateleira pelo cliente. Os custos podem ser de três tipos: financeiro, de pessoal ou de tempo, e se dividirem em custos diretos e indiretos.

1- Custos diretos:

São os custos gerados durante a compra ou fabricação dos produtos, acrescido com os impostos incidentes sobre os mesmos.

2- Custos indiretos:

Aqui se enquadram as despesas administrativas e os recursos necessários para a manutenção, armazenamento, venda, operação e divulgação dos produtos e da marca.

  • MARGEM DE LUCRO:

Definido os custos é hora de definir a margem de lucro. Esta é o percentual de ganho sobre a venda da mercadoria e deve ser definida individualmente para cada mercadoria, levando em consideração a quantidade vendida e demanda de cada item.

  • VALOR PARA O CLIENTE:

O conceito mais difícil de ser definido pelo varejista, mas não menos importante para uma eficiente composição de preço é a percepção de valor que o cliente tem de um determinado produto.

Para definir a percepção de valor é importante observar o tipo de produtos que estamos oferecendo, nosso público alvo, e qual a percepção de valor (não estamos falando aqui de preço), que nosso público tem de um determinado produto. Produtos exclusivos que não são encontrados nos concorrentes, produtos pelos quais sua loja consegue se diferenciar por receitas ou cortes exclusivos, comodidade na hora de adquirir e receber o produto são fatores que influenciam diretamente na percepção de valor do cliente.

Calculando o preço de venda

Agora que já temos as informações das variáveis é hora de compormos o preço das mercadorias, para isso deve-se somar os custos diretos e indiretos e aplicar a margem de lucro, sempre levando em consideração a percepção de valor que nosso público alvo tem de nossos produtos.

Dicas importantes para calcular o preço de venda2

1 – Pesquise o preço de mercado

Para evitar que sua loja pratique um preço exorbitante é importante que o lojista saiba o preço que o mercado está praticando em uma determinada mercadoria.

Não se assuste se na hora que realizar uma pesquisa de mercado, perceber que determinados produtos tem uma margem muito reduzida ou nem mesmo cobrem os custos, aqui é importante que você defina seu posicionamento no mercado. Quer ser lembrado como o mais barato da praça ou pelo atendimento de qualidade?

2 – Utilize um sistema de gestão

Uma forma de calcular o preço de venda com segurança e agilidade é utilizando um sistema de gestão. Um bom sistema de gestão faz tudo automaticamente, sempre com base em informações preenchidas pelo varejista.

Conclusão

Saber compor o preço de sua mercadoria, ter em mente custos fixos, custos variáveis, margem, percepção de valor para o cliente e ter um bom sistema de gestão para lhe auxiliar nesta tarefa, se tornam um grande diferencial em um mercado cada vez mais concorrido e com margens cada vez menores.

Fico com alguma dúvida sobre como compor o preço de suas mercadorias – Entre em contato conosco que podemos te ajudar.

Postergada validação do GTIN (código de barras)

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A nota técnica 2017.001 versão 1.30 divulgada pela SEFAZ no dia 25 de junho de 2018 traz importante novidade sobre a validação do GTIN na nota fiscal eletrônica 4.0. A validação dos campos cEAN e cEANTrib foram marcadas como implementação futura.

Com os novos prazos o ambiente de homologação começara a validação a partir de setembro e de acordo com o CNAEs e NCMs indicados conforme tabela abaixo.

TABELA

Outra novidade é que a nota técnica 2017.001/1.30 indica que a SEFAZ irá validar já no início de agosto em ambiente de homologação se os campos de código de barra não forem preenchidos gerando os seguintes erros:

A mesma norma traz a exclusão da rejeição que ocorria quando era informado no campo cEANTrib um GTIN-14 (código de barras com 14 dígitos) e existia um código menor com 8, 12 ou 13 dígitos que representava uma menor unidade de medida.

Todas as demais regras de validação constam como implementação futura no ambiente de produção não tendo uma data definida para início de vigência:

  • Rejeição 890: GTIN inexistente no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG) [nItem:999]
  • Rejeição 891: GTIN incompatível com a NCM [nItem:999; NCM esperada: 99999999]
  • Rejeição 892: GTIN incompatível com CEST [nItem:999; CEST esperado: 9999999]
  • Rejeição 893: GTIN da unidade tributável diverge do GTIN Contido cadastrado no CCG [nItem:999; GTIN Contido esperado: 99999999999999]
  • Rejeição 894: GTIN da unidade tributável inexistente no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG) [nItem:999]
  • Rejeição 895: GTIN da unidade tributável incompatível com a NCM [nItem:999; NCM esperada: 99999999]
  • Rejeição 896: GTIN da unidade tributável incompatível com CEST [nItem:999; CEST esperado: 9999999]

Novidades sobre o CEST – Obrigatoriedade de preenchimento e validação

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Data da obrigatoriedade!

É importante frisar que a data de obrigatoriedade de preenchimento do CEST não mudou ou seja: A parti de 1º de abril de 2018 todos os estabelecimentos devem informar em seu cadastro de produto quando estes forem classificados com ‘Substituição Tributária’ o código CEST (código especificador da substituição tributária).

Temos que ressaltar que existe situações onde um produto que em um estado e sujeito a ST, pode não ser em outro estado, porém se o produto estiver dentro da tabela nacional de ST do governo estes também devem ser preenchidos.

Portanto é importante que o cadastro de produtos da sua loja já esteja atualizado e pronto para a mudança que entrará em vigor.

Novidades sobre o CEST!

A partir da determinação do ENCAT (Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários) que é o comitê responsável por questões de sincronização de dados que envolvem a NF-e e a NFC-e foi postergado a validação de rejeições da NF-e e NFC-e devido a falta do código CEST ou do preenchimento com informações invalidas. Isso quer dizer que o varejista que não informar o CEST ou informa-lo de forma incorreta não terá suas notas rejeitadas.

Não deixe a atualização do cadastro para depois!

Apesar dessas novidades sobre o CEST, que postergam a rejeição de notas, a obrigatoriedade da informação do código continua valendo e a lei passa a vigorar no dia 1º de abril de 2018. Dessa forma ao não atualizar os processos responsáveis pela emissão de notas, como o cadastro de produtos, você colocará sua loja em uma situação passível de futuras autuações da receita por motivo de falta de envio de informações obrigatórias.

Um bom passo para começar a atualização do cadastro é conferindo os códigos dos produtos.  Preparamos uma tabela com os códigos CEST para que você baixar GRATUITAMENTE.